26.5.10

Cabo Verde quer mais qualidade no acesso à água e terra, diz José Maria Veiga

Em Cabo Verde, a agricultura tem sido um espaço privilegiado de luta contra a pobreza, e de conquistas em segurança alimentar e na integração dos homens e mulheres, apesar do país possuir apenas 10 por cento de terras com vocação agrícola. A afirmação é do ministro do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos, José Maria Veiga, numa declaração à imprensa, em que aponta a terra e a água como uma questão fundamental para a equidade, num arquipélago onde algumas partes do território ou grupos sociais ficam fora do processo agrícola.

“A questão água e terra é fundamental porque sem esses dois produtos não se pode fazer a agricultura. Isso constitui uma grande preocupação para Cabo Verde que quer organizar uma estratégia que visa a introdução de maior qualidade na distribuição e acesso”, garante. Por isso,  - acrescenta - o país, que importa 80 por cento dos alimentos que consome, deve garantir para sobrevivência das populações a “conservação dessas terras por ser uma questão tanto de cariz social, económico, territorial, como também ambiental".

É neste âmbito, explica José Maria Veiga, que o Governo está a trabalhar para a integração de homens e mulheres na construção de barragens, valorizando as bacias hidrográficas, e mobilizando água que sirva para a geração futura. “O nosso trabalho tem sido no sentido de aumentar esse produto para a geração futura. Neste momento, todas as áreas irrigadas existentes no país estão direccionadas para mulheres-chefes de família”, adianta Veiga, para quem isso vai ao encontro das preocupações do atelier organizado pela FAO, entre dia 25 e 27 de Maio, na cidade da Praia.

No respeitante à água, o ministro avançou algumas informações sobre os trabalhos que vêm sendo feitos a nível da água subterrânea e no tratamento das águas residuais para a sua disponibilização no sector agrícola. Cabo Verde, sendo constituído por ilhas, não só tem um  problema nacional de falta de acesso e distribuição de água e de terra como tem também que lidar com esta problemática de forma diferenciada de ilha para ilha.

*Com Inforpress

25.5.10

Há cada vez mais mulheres agricultoras em Cabo Verde

Os participantes do Atelier Nacional Sobre a Integração das Questões de Género nas Práticas Relacionadas com o Acesso, Gestão e Posse de Terra e Água concluíram, no decorrer do primeiro dia de trabalhos, que há cada vez mais mulheres agricultoras em Cabo Verde e que os homens têm vindo a abandonar as terras agrícolas e o trabalho no campo.

Após os discursos de abertura, os participantes foram divididos em grupos e desenvolveram um exercício de identificação de provérbios com conteúdos discriminatórios. A partir desse trabalho, passou-se à discussão sobre os conceitos básicos de género e a um debate.

No geral, os participantes do atelier concluíram, após uma acalorada discussão, que a sociedade cabo-verdiana está em transformação e num processo evolutivo, com cada vez mais mulheres a ocupar uma série de papéis diversificados: chefe de família, trabalhadora, cuidadora de idosos, estudante e educadora.

No sector agrícola, também há cada vez mais mulheres agricultoras, embora lhes seja atribuída, geralmente, a terra d sequeiro, com menos potencial lucrativo.

Para os participantes, a formação e capacitação são factores-chave para o empoderamento das mulheres no mercado de trabalho e no sistema produtivo do mundo rural. Em Cabo Verde, disseram, as mulheres começam a desenvolver actividades tradicionalmente realizadas pelos homens, nomeadamente a construção de infra-estruturas de conservação de solos e água. No entanto, asseguram que as mulheres quase não têm controlo na gestão dos recursos hídricos, apesar de existirem casos em há alguma participação, sobretudo através das associações.

Na parte da tarde, os grupos trabalharam na identificação das questões de género nos projectos e actividades de desenvolvimento, na matriz do uso da água e associações de usuários de água.

Reveja o primeiro dia do Atelier em imagens:





















"Lá em casa manda ela, e nela mando eu"

Quem já não ouviu ou disse expressões como "Por trás de um grande homem está uma grande mulher", "Lá em casa manda ela, e nela mando eu" ou "mulher no volante, perigo constante". No nosso dia-a-dia usamos inúmeras expressões deste tipo, sem termos em conta que perpetuam as desigualdades de género no seio da família e na sociedade.

Na primeira sessão de trabalho do Atelier Nacional Sobre a Integração das Questões de Género nas Práticas Relacionadas com o Acesso, Gestão e Posse de Terra e Água, que decorre na Praia, até 27 de Maio, os cerca de 30 participantes, organizados em grupos, foram convidados a lembrar provérbios e ditados sobre homens e mulheres.


Muitas das expressões mencionadas são usadas na língua crioula - "Na poleiro é galo ki ta canta (no poleiro é o galo que canta); homi faca, mudjer matchadu (homem com a faca, a mulher com o machado); Fidju femea bai servi mundo, fidju machu bai servi rei (as filhas servem o mundo, os filhos servem o rei); undi galo sta galinha ka ta canta (Onde está o galo a galinha não canta). Em português, as expressões mais conhecidas e que também foram referidas no atelier são "Mulher no volante, perigo constante; Entre homem e mulher não se mete a colher; Atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher".

Analisando estes provérbios, os participantes chegaram à conclusão que não são mais do que uma fotografia da realidade, e demonstram o quanto a desigualdade atinge, principalmente, as mulheres.

A partir deste exercício, o debate girou em torno da definição de género e dos seus conceitos básicos: papéis de género, relações de género, análise de género e gender mainstreaming (integração do género nas políticas).

Valerio Tranchida, da FAO, explicou que, no âmbito da agricultura, embora as mulheres participem nos trabalhos agrícolas, os dados estatísticos não o demonstram. Os técnicos e dirigentes nacionais foram, deste modo, incentivados a compreender as necessidades específicas de homens e mulheres, a fornecer cursos de formação, a responder às necessidades de todos os membros da comunidade rural e a planear e implementar políticas, programas e projectos de desenvolvimento sustentável e equitativo de forma a integrar a abordagem Género na gestão fundiária e dos recursos hídricos.

RVS

Cabo Verde: Governo promete reverter desigualdade na distribuição de terras

O ministro do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos, José Maria Veiga, defendeu hoje, na Praia, que a melhoria das condições de existência sustentável das populações rurais, com vista à redução da pobreza e insegurança alimentar constitui uma prioridade para o Governo.



José Maria Veiga, que falava na cerimónia de abertura do Atelier Nacional sobre a Integração das Questões de Género nas Práticas Relacionadas com o Acesso, Gestão e Posse de Terra e Água, referia-se, particularmente, à agricultura, sector que, segundo ele, constitui um dos maiores objectivos da política agrícola do país.

“Se os estudos sobre a pobreza em Cabo Verde mostram que a incidência da pobreza é maior no meio rural, onde vive mais de 60 por cento dos pobres, é no seio da população feminina que as desigualdades são mais evidentes”, realça o ministro para quem as mulheres encontram-se em desvantagem em relação ao homem no que se refere à capacidade produtiva.

De acordo com José Maria Veiga, as mulheres ocupam as explorações agrícolas menos produtivas chefiando 50,5 por cento das explorações agrícolas e ocupando 41 por cento das terras de sequeiro (as menos rentáveis).

Neste âmbito, o governante salienta que, apesar dos progressos alcançados em matéria de desenvolvimento dos cabo-verdianos, estudos já elaborados apontam para a persistência das desigualdades entre homens e mulheres.

Por isso, segundo José Maria Veiga, o Governo, por acreditar nesse desiderato, congratula-se com a implementação do projecto inter-regional de “Desenvolvimento das capacidades sobre a integração da dimensão género na análise da gestão dos recursos hídricos e fundiários”, que vem decorrendo em Cabo Verde, Timor-Leste, Moçambique e Angola desde 2008.

“Em Cabo Verde, estudos recentes demonstram que, para reduzir a pobreza em um por cento, a agricultura contribui com três quartos. Os mesmos estudos demonstram que o índice da pobreza terá baixado para 25,5 por cento, ou seja já teremos cumprido os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio nessa matéria”, garante, salientando, por outro lado, que a ambição do Governo é muito mais forte.

O representante da FAO em Cabo Verde, Frans Van de Ven, que discursou também na abertura, recuou no passado para lembrar o atelier regional, organizado em Junho de 2009, na Praia.

“Para FAO este atelier é uma iniciativa muito importante para o reforço das capacidades no que tange à integração das questões de género para a revisão e implementação de políticas, legislação e praticas agrícolas equitativas e sustentáveis relacionadas com o acesso e a gestão da agua e da terra a nível nacional”, disse.

Segundo Frans Van de Ven, as estratégias propostas para uma boa governação da água e da terra estão relacionadas com a vontade e o compromisso políticos, com a adopção de um enfoque transparente e equitativo.

Aliás, ressalta, a garantia de direitos de propriedade iguais para homens e mulheres aumenta as oportunidades económicas e promove o investimento na terra e na produção agrícola, melhorando a segurança alimentar das famílias.

O atelier enquadra-se nas actividades do projecto inter-regional GCP/INT/052/SPA, onde estão incluídos países como Angola, Cabo Verde, Moçambique e Timor Leste. Tem por objectivo o reforço das capacidades dos actores nacionais na integração das questões de género nas políticas e programas relacionados com o desenvolvimento agrícola e rural, nomeadamente nos sectores de água e terra.

Durante três dias, os participantes no encontro irão analisar o Programa de Análise Socio-Económica e de Género (ASEG), a Integração das questões de género na legislação sobre recursos fundiários e hídricos, o manual de rega ASEG, entre outros assuntos.

Inforpress

21.5.10

Cabo Verde: Técnicos e dirigentes nacionais debatem abordagem Género na Gestão da Terra e da Água

Técnicos, dirigentes e consultores nacionais nos domínios de género, recursos fundiários e hídricos participam, de 25 a 27 de Maio, num atelier enquadrado num projecto inter-regional que insere a abordagem Género na Gestão da Terra e da Água.


O Atelier Nacional Sobre a Integração das Questões de Género nas Práticas Relacionadas com o Acesso, Gestão e Posse de Terra e Água, que se realiza no Hotel Trópico, na Praia, é organizado pelo Ministério do Ambiente, do Desenvolvimento Rural e dos Recursos Marinhos, em conjunto com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O objectivo principal do encontro é reforçar as capacidades dos actores nacionais na integração das questões de género nas políticas e programas relacionados com o desenvolvimento agrícola e rural, nomeadamente nos sectores de água e terra.

Os participantes, nos quais se incluem os elementos que compõem a task-force do projecto e representantes de associações de agricultores das ilhas de Santiago, Fogo, São Nicolau, Santo Antão e São Vicente, entre outros, vão melhorar, por exemplo, as suas capacidades em Análise Socio-Económica de Género e em gestão de conflitos ligados à posse da terra e água.

O atelier enquadra-se nas actividades do projecto inter-regional GCP/INT/052/SPA, intitulado de “Desenvolvimento das Capacidades de Integração da Análise de Género na Gestão de Águas e Terras”. Angola, Cabo Verde, Moçambique e Timor Leste são os países contemplados com este projecto, financiado pela Cooperação Espanhola, e que conta com o apoio técnico da FAO.

Este programa, que arrancou em Fevereiro de 2008, pretende melhorar a segurança dos homens e mulheres no domínio da terra e na gestão dos recursos hídricos e fundiários, através da integração da dimensão género na legislação, nas políticas em geral e nos programas de administração e gestão da terra e da água.

O ministro do Ambiente, do Desenvolvimento Rural e dos Recursos Marinhos, José Maria Veiga, preside a cerimónia de abertura, marcada para as 09 horas, de 25 de Maio, no Hotel Trópico.

14.4.10

Moçambique: Dependência alimentar diminui, mas 55 distritos ainda passam fome, diz primeiro-ministro

Moçambique deverá reduzir a dependência externa em produtos alimentares dentro dos próximos dois anos, com o reforço da “revolução verde”, mas 55 distritos deverão enfrentar fome este ano.

São previsões do primeiro ministro moçambicano, Aires Aly, que hoje na província de Manica, centro do país, instou a população para revolucionar a produção de alimentos e pediu aos líderes comunitários que as suas regiões reduzam os défices alimentares e a fome.

“O nosso trabalho é fundamental, pois com fome todos somos doentes. Não podemos manter a dependência externa de produtos alimentares”, afirmou Aires Aly, que falava na abertura da segunda época da campanha agrícola 2009/10, cuja cerimónias centrais decorreram em Rotanda, província de Manica.

O chefe do governo indicou que a aprovação, esta semana, do Plano Quinquenal do Governo (pelo Parlamento) vai materializar o programa de redução da dependência externa de alimentos, além de criar mecanismos para a aplicação de todas as técnicas na produção agrícola.

No domínio da agricultura, o governo deverá incentivar o conhecimento para o aumento da produtividade, actualmente calculada em cerca de 1,4 toneladas/hectare, contra a média de 3,5 toneladas por hectare alcançado por outros países da África Austral.
O governo reduziu este ano as taxas de combustíveis, energia e aquisição de sementes, como forma de subsidiar a agricultura no país. Em Moçambique, mais da metade de produção agrícola provem do sector familiar.

“Já temos trabalhado para a melhoria da semente, para equacionar a realidade climática do país. Contudo devemos aplicar todos os mecanismos agrícolas existentes (mecanizada, charrua, enxada) para a produção”, disse Aires Aly.

Como forma ainda de impulsionar a produção e a produtividade na segunda época da campanha agrícola o governo promoveu feiras agrícolas, para facilitar a aquisição de semente de cereais e horticulturas aos camponeses. A época agrícola anterior foi afectada por seca e inundações, tendo quase a metade da produção ficado perdida.

“Em nenhuma outra campanha agrícola o governo disponibilizou tanta semente, pois é um dos vectores importantes para se aumentar com a produção”, disse à Agência Lusa Soares Nhaca, ministro da agricultura.

Moçambique tem um défice alimentar de 315000 toneladas de arroz e cerca 250000 de trigo, que constituem a base alimentar da população.

8.4.10

Cabo Verde: FAO apoia arquipélago em programas de reflorestação e captação de água

O Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) vai apoiar Cabo Verde em programas de reflorestação e de captação de água, afirmou o diretor geral da organização, Jaques Diof.



Jaques Diouf terminou quarta feira à noite (7 de Abril) uma visita a Cabo verde, onde, além de reuniões de trabalho com o ministro do Ambiente, Desenvolvimento rural e Recursos Marinhos, foi recebido pelo primeiro ministro e pelo Presidente da República.

Para o dirigente da FAO, a aposta do país deverá centrar-se num programa de reflorestação e num modelo de captação de água que vai servir como primeiro elemento de teste do sistema de rega gota a gota.

“O primeiro programa que vamos aplicar é um programa de reflorestação, de fixação de solo para criar um ambiente favorável para a agricultura. Vamos continuar a trabalhar sobre um modelo de captação de água. Este sistema vai servir como primeiro elemento de teste do sistema gota a gota e que nos permitirão lançar o grande programa de irrigação gota gota no país”.

No entanto, Jacques Diouf considerou que o maior potencial agrícola de Cabo Verde vem do mar que, além da pesca, possibilita o desenvolvimento da aquacultura.
“A nível do mar naturalmente tem a pesca, mas tem também a aquacultura, que hoje em dia fornece entre 50 a 60 por cento o mercado mundial de peixe”, sustentou.

O representante da FAO considerou ainda que Cabo Verde deve aproveitar o desenvolvimento turístico de que vem sendo alvo, com produção local capaz de abastecer este mercado.

A FAO garante que vai continuar a apoiar o Governo cabo-verdiano no desenvolvimento desses projetos, através da assistência técnica, material e na aplicação dos recursos, garantiu Jaques Diouf.

Fonte: LUSA
Foto: FAO/Simone Casetta

26.2.10

Israel: Galillee College apresenta Tecnologia Agrícola e de Irrigação

Tecnologia Agrícola e Irrigação

27 de Maio a 14 de Junho de 2010

Galillee College, Israel.

"Produzir mais, em menos espaço e com pouca água". Este é o grande desafio da agricultura em Israel, principalmente em regiões nas quais água e terra arável são escassas. Foi justamente a necessidade de produzir alimentos com poucos recursos naturais que fez da tecnologia agrícola israelense uma das mais desenvolvidas do mundo, especialmente em irrigação. Há empresas israelenses especializadas em tecnologias e soluções para toda a cadeia agrícola, desde o desenvolvimento de filmes plásticos para estufas, sementes até sistemas de dessalinização da água do mar e soluções para tratamento de água de esgoto para uso em irrigação. O país também é importante exportador de agrotecnologia, principalmente de estufas e de gerenciamento de água em irrigação".

Niza Souza - O Estado de S.Paulo

O Centro Internacional de Treinamento Agrícola no Galillee College tem o prazer de convidá-lo (a) para conhecer as inovações tecnológicas desenvolvidas em Israel na área da agricultura, através do seu Programa "Tecnologia Agrícola e Irrigação", que será realizado de 27 de Maio a 14 de Junho de 2010.

O Galillee College é uma Instituição privada, localizada em Israel, com reputação internacional, capacitada na organização de programas de gestão e liderança, e seminários de capacitação, com duração de três semanas, para profissionais das várias partes do mundo. Entre os programas realizados, o Centro Internacional de Treinamento Agrícola vem treinando profissionais trabalhadores dos setores públicos e privados de países em desenvolvimento desde 1987, capacitando profissionais e técnicos.

O programa será realizado no centro de estudos do Galillee College, e os participantes terão a oportunidade de desfrutar de passeios turísticos aos locais religiosos e históricos do país, durante os fins de semana.

A Taxa de Custos de Estadia é de € 2865 (dois mil oitocentos e sessenta e cinco euros) cobrirá os seguintes itens: Transporte do aeroporto ao centro de estudos (ida e volta), Hospedagem de duas pessoas por quarto (ocupação dupla), Refeições completas, Seguro Saúde, Serviço de Lavanderia, Salas de Computadores, Atividades Sociais, Passeios Turísticos, incluindo guia em português, refeições e transporte.

Bolsas acadêmicas, (materiais didáticos, visitas de estudos e honorários dos palestrantes) serão concedidas aos candidatos qualificados.

Promoção para Pagamentos Antecipados

Temos o enorme prazer de oferecer um desconto especial de € 110 euros ao candidato que haja completado seu processo de matrícula e efetuado o pagamento da taxa de custos de estadia até o dia 25 de Março de 2010. O valor final após o desconto será de € 2755 euros. (ocupação dupla).


Neste mesmo período estaremos realizando também os Programas de:

* Gestão de Recursos Humanos e Formação de Quadros

* Gestão e Desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas.

* Seminário Internacional de Segurança Nacional em Português de 01 a 12 de Julho de 2010


Para participar, recomendar candidatos qualificados, ou adquirir formulários de inscrição, não hesite em contactar Sara Lederman por e-mail: slederman@galilcol.ac.il ou pelo telefone: 972-4-6428888.

20.10.09

Visita a Lagoa, comunidade exemplar no uso da micro-irrigação

Entre vales de difícil acesso, brotam do chão árvores de fruto, legumes e plantas de toda a espécie. Papaia, limão, abacate, figos, cenoura, tomate, cebola, repolho, malagueta, alface, pepino, e até purgueira são alguns dos produtos cultivados nos socalcos de Lagoa, no concelho de São Domingos.

O ar ali é mais fresco e predomina a paisagem verde, em contraste com o tom terra que, quase todo o ano, é a cor de Cabo Verde. Lagoa é, sem mais nem menos, pastoril e bucólica. Uma mulher desponta pela estrada de terra, vinda de Sul, com um balde de água à cabeça. As raparigas mais novas juntam-se em volta do depósito, cada uma com o seu balde pronto a encher. Um casal de jovens ouve um rádio a pilhas, num ermo com vista para o vale. Uma rapariga apanha malagueta.

Os caminhos estão imaculadamente limpos, as parcelas de terra escrupulosamente divididas e delimitadas, e a água é aproveitada até à última gota.

Os produtores de Lagoa foram contemplados com um projecto de agricultura irrigada e fazem a água chegar aos socalcos usando a última tecnologia de micro-irrigação e de rega gota a gota. O projecto é da FAO, com financiamento da Cooperação Espanhola. As parcelas distribuídas aos produtores são privadas e muitas delas geridas por mulheres.

O projecto facilitou a construção dos reservatórios de água e dos cabeçais de rega e a aquisição e montagem dos kits de micro-irrigação. A água é armazenada em grandes reservatórios e transportada através de tubos para as parcelas. A gravidade desempenha um papel importante para fazer movimentar a água, entre as diferentes partes deste vale profundo. O sistema de rega gota a gota goteja cerca de um litro de água por hora para as parcelas, como explica um dos produtores, Nho Toti.

O acesso dos agricultores à água é, por enquanto, gratuito, mas esta é uma situação excepcional em Cabo Verde, garantiu o delegado do Ministério.

Aproveitando que tão exemplar experiência estava tão perto da Praia, o grupo de participantes do atelier decidiu visitar a comunidade no último dia do encontro, acompanhado do representante da FAO em Cabo Verde, do Delegado do MADRRM em S. Domingos e do representante da cooperação Espanhola em Cabo Verde.

Foi uma experiência muito enriquecedora e divertida para todos nós, e aqui a recordamos em alguns momentos (clique nas imagens, se quiser aumentar):

















A vida bucólica em Lagoa